domingo, 12 de setembro de 2010

FORUM 04

Referente ao artigo da Profª Drª Maria Elizabeth B. de Almeida (Bolema 29 - 2008)




Tecnologias na Educação: dos caminhos trilhados aos atuais desafios







1) " Segundo a autora, na França os referenciais de educação nacional, refirmaram os propósitos de proporcionar aos alunos o desenvolvimento de uma atitude responsável diante do uso das tecnologias, evocam os blogs pedagógicos como ferramenta prática, interessante e criativa, isso para o ano de 2006. Agora, no Brasil temos um documento PCN's de 1997 que menciona o uso das novas tecnologias para o ensino e aprendizagem de matemática. Existe alguma indicação a nível governamental que afirme o uso de internet, blogs ou coisas parecida posterior aos PCN's? Ou estamos atrasados em relação a isso?"

Abç
Adriana





2) "Observamos que historicamente nosso país tem se esforçado no sentido de promover ações que busquem integrar a TIC em nossas práticas escolares. No entanto, observamos que, uma das justificativas para que as propostas de mudanças se efetivem, está na importância da formação do professor.
Apesar das ações desenvolvidas, as atuais políticas de capacitação têm a preocupação de formar professores que compreendam a influência que as TICs exercem em nossa sociedade? E no dia-a-dia de nossos alunos?"


Abçs
Eliane



3) Como podemos pensar o papel do professor junto às ideias propostas por Seymour Papert (construcionismo/concretude)? Quais garantias que teremos, como professor e “pretenso” mediador, que a aprendizagem (dentro dessa proposta) de um determinado objeto se dará na forma “descrição-execução-reflexão-depuração e nova descrição”? Quais instrumentos podemos utilizar para verificar se essas ações acontecem? Gostaria que todos pensassem, principalmente, no contexto deste nosso Curso de Blog, no qual a maioria de nós só se conhece virtualmente. Esse “anonimato” é favorável ou prejudicial à aplicação da proposta de Papert?


Bj no coração
Anete





André de Oliveira Rocha questiona:

4) Até a década de 70, especialistas de distintos países se dedicavam a desenvolver investigações sobre o uso de tecnologias na educação, com foco no desenvolvimento de software ou na utilização de experimentos pilotos em escolas. Por que em nosso país isso não se deu da mesma maneira e como podemos mudar esse quadro?
...sobre os impactos da utilização das TIC nas escolas e na formação acentua que, embora este uso constitua prioridade na maioria dos países europeus durante a última década, há diferenças consideráveis entre escolas, dentro dos países e entre os países... Podemos ver de que forma isto em nosso País?


16 comentários:

  1. ADRIANA e colegas

    De acordo com o artigo, o MEC criou o Programa TV Escola e, em 1997, criou o Programa Nacional de Informática na Educação – ProInfo, aos quais
    foram integrados vários projetos. Posteriormente, outros programas foram criados pelo MEC (Radio Escola, DVD Escola, RIVED) cada um deles direcionado à incorporação de determinada tecnologia e à preparação dos educadores para sua utilização na escola.

    2003 - Projeto Cidadão Conectado-computador para todos.

    2005 - a SEED/MEC criou o programa Mídias na Educação de formação continuada de professores, na modalidade de educação a distância com suporte na plataforma digital da Internet e-Proinfo, voltado para a “formação de um leitor crítico e criativo, capaz de produzir e estimular a produção nas diversas mídias”

    2007 - SEED/MEC - Projeto UCA - Um Computador por Aluno.


    Gostaria de destacar o Portal do Professor e o Banco Internacional de Objetos Educacionais.

    http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html

    http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/


    O Portal do Professor , lançado em 2008 em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, tem como objetivo apoiar os processos de formação dos professores brasileiros e enriquecer a sua prática pedagógica.


    O Banco Internacional de Objetos Educacionais é um repositório criado em 2008 pelo Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, Rede Latinoamericana de Portais Educacionais - RELPE, Organização dos Estados Ibero-americanos - OEI e outros. Esse Banco Internacional tem o propósito de manter e compartilhar recursos educacionais digitais de livre acesso, mais elaborados e em diferentes formatos - como áudio, vídeo, animação, simulação, software educacional - além de imagem, mapa, hipertexto considerados relevantes e adequados à realidade da comunidade educacional local, respeitando-se as diferenças de língua e culturas regionais. Este repositório está integrado ao Portal do Professor, também do Ministério da Educação.

    Espera-se ainda com este repositório estimular e apoiar experiências individuais dos diversos países, ao mesmo tempo que se promove um nivelamento de forma democrática e participativa. Assim, países que já avançaram significativamente no campo do uso das tecnologias na educação poderão ajudar outros a atingirem o seu nível.

    Uma vez que este repositório conta com recursos de diferentes países e línguas, professores de qualquer parte do mundo poderão acessar os recursos em sua língua materna, traduzir os que estão em outra língua, assim como publicar as suas produções em um processo colaborativo.

    Vale a pena conhecer esses Projetos do MEC

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  2. O estudo nos mostra que muitos são os desafios a serem enfrentados, inclusive por países considerados desenvolvidos, e que o Brasil tem procurado acompanhar esse processo. No entanto, ainda buscam meios, por meio de políticas educacionais, para que a TIC possa contribuir no processo de ensino e aprendizagem. Penso que o investimento por parte do governo brasileiro tem sido pontual e da mesma forma pouco divulgado limitando o acesso aos educadores. Acredito ainda que, para além das propostas, é necessário ampliar as discussões e reflexões sobre a influência que a TIC exerce sobre todos os segmentos da sociedade.

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  3. Acredito que o governo possa querer interferir editando ou criando estratégias para a possível utilização de TICs no ensino regular.
    Mas, pensando bem, enquanto não se criar um plano de carreira para o professor é pregar no deserto.
    Não adianta um plano federal que não repercuta no estadual. União e estado são autônomos. Não adianta um dizer faça isso, pois o outro responderá: Isso é de minha alçada.De acordo com a Prof. Maria Angela, é desde 1997 que temos o Programa Nacional de Informática na Educação. Sómente agora, 13 anos depois é que estamos vendo alguma coisa acontecer. Pelo menos na minha região.
    Volto a insistir: enquanto a estrutura atual não tiver uma ruptura ficaremos andando em torno do nosso próprio rabo. Tal e qual um cachorro.

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  4. Zé Walter
    13 anos depois eu já vi acontecer muita coisa ao meu redor... e aprendi muito sobre tecnologia nesses anos e quero aprender muito mais... não vejo como que andando ao redor de mim mesma... pois ando c/ meus alunos...
    Acredito que vc fará a diferença na sua região em se tratando de tecnologia, pois neste curso estamos aprendendo muito uns com os outros... e não vamos parar por aqui não é mesmo?

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  5. Não sei "a que pé estão" as atuais políticas de capacitação. Tenho tido conhecimento apenas de algumas ações (isoladas) que visam a formação dos professores neste sentido (como o nosso curso, por exemplo). Acrdito que, quando existem, essas políticas devem levar os professores a pensarem nas influências que as TICs tem na nossa sociedade, e na vida dos alunos também. Contudo, não sei se essa formação 'caminha aos mesmos passos largos" que o desenvolvimento das TICs e do conhecimento de nossos alunos acerca delas.

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  6. As TIC /( formação de profs, a implementação, cursos de formacao inicial com TIC )nao caminham em passos largos por que?
    Por vários aspectos:
    -Políticas públicas
    -Ações integradas
    -Currículo em rede e não ações separadas e pontuais
    -cultura institucional
    -Cultura do professor
    - projetos pedagógicos das inst.
    - entre outros...
    Vamos ter que semear o nosso trabalho como docentes preocupados em formar os futuros profs que sem dúvida, trabalharao com as TIC no futuro, em suas salas de aula.
    Este é o nosso trabalho! Este será e é o nosso desafio - como educadores - coo transformarmos os nossos espaços de docência em futuros espaços formativos, nos quais os nossos alunos possam transformar as informações em conhecimento!
    Um abraço a todos
    Rosana

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  7. Concordo com a Rosana (acima). O Brasil está caminhando para a melhoria da educação, só que são muitas as dificuldades. Não adianta preparar professores se não tem infra-estrutura nas escolas, ou vice versa. Não adianta ter boas estruturas nas escolas se os profes não estão preparados. Conheço profes que não tem o mínimo interesse em TICS...e não são os velhos...é uma questão de quer intimo.
    Mas acredito que estamos no caminho. Os outros paises também tem dificuldades e elas não são só em tics e sim em educação matemática no geral.
    Como diz a musica dos Titãs...é caminhando que se faz o caminho!!!!

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  8. Professora
    O que salva o mundo são pessoas como sra. acreditam naquilo que fazem. Obrigado por existirem. Não desanimem e nem desistam por algum dia terem um aluno que já não acredita. De vez em quando tenho alguma recaída e começo a pensar como a sra.
    abs

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  9. Olá colegas,

    bem pertinentes seus questionamentos, bem importantes de serem colocados.
    Sobre a pergunta da Anete, em que cita o ponto de nos conhecermo virtualmente, vejo que é positivo, desde que seja de forma moderada, controlada. Os nossos alunos conhecem muitas pessoas virtualmente, pensem, há uns tempos atrás era comum as pessoas trocarem cartas. O que mudou para agora é a forma desta interação: mais rápida, com formas diferentes de se comunicar.
    A Internet é uma mídia aberta e descentralizada, devemos aproveitar o seu potencial.
    Concordo com a professora Rosana, estamos caminhando para transformar nosso ambiente.
    São desenvolvidas muitas iniciativas para formação inicial e continuada com docentes para as TIC, agora "virou moda" trabalhar com o Moodle (ñ sei se escrevi certo!), muitos cursos online, como este, promovidos inclusive pelo estado e pelo governo federal.
    vejo que estamos no caminho, mas temos muitas coisas para resolver e melhorar!

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  10. Talvez não consiga fazer o bendito blog, mas tenho todo o trajeto. È só ter um tempinho.

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  11. Ao ler o artigo sobre TIC nas escolas, fiquei bastante surpresa, porque considera que só nos países em desenvolvimento existiam problemas na implementação dessas novas ferramentas.
    O Brasil com toda esta extensão territorial e com uma grande diversidade na cultura, enfrenta problemas similares aos países citados no artigo. Programas e projetos existem para instrumentalizar as escolas e professores. Sabemos que ainda falta muita coisa, mas vejo um avanço nesses últimos dez anos. Na escola pública que lecionei não tinha o básico para seu funcionamento, faltava até papel. Hoje, conta com um laboratório de informativa bem equipado e com professores batalhadores.
    Precisamos de força, coragem e persistência.

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  12. Olá,

    o movimento do uso de TIC na educação não é uniforme. Nem aqui no Brasil e nem fora. No Brasil temos condições muito diferenciadas. Em uma mesma cidade encontramos pessoas com bom acesso a TIC e outras que nunca tocaram num mouse. Acreditem!! Eu trabalho numa escola em que isso ocorre.
    Mesmo em lugares em que a população tem bom acesso a TIC, isso nem sempre reflete na educação escolar.
    Pelo meu tempo de experiência, eu acho que o acesso melhorou muito no Brasil.
    eu concordo com o que vocês falaram. Valorização do docente, condições de trabalho, dinheiro dinheiro dinheiro na escola
    temos que lutar por isso, mas não podemos deixar o tempo passar e não fazer nada.
    Não quero ser uma professora super herói que tem que doar sua vida pelos alunos (tipo filme de hollywood).
    mas acho que em se escolhendo essa profissão temos que nos organizar para estudar, conversar com pessoas com boas ideias e buscar ocupar algumas brechas do sistema.

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  13. Não há como negar: as TIC's na Educação é um processo irreversível, principalmente ao considerar a dimensão de nosso país, em que o acesso à cursos, capacitações e inovações muitas vezes é impossível.
    Há problemas, muitos problemas. desde equipamentos até mão de obra. Mas ao nos darmos conta destes problemas já é um começo para enfrentá-lo e propor mudanças.
    O professor que fará a mudança não será o jovem, mas aquele que tem a visão jovem, visão de futuro. Não dá para perder horas no trânsito para deslocamento para fazer algo que podemos fazer virtualmente. Com certeza há problemas, cabe a nós enfrenta-los e propor mudanças.
    Nasci e me criei em uma época de mudanças, sou parte desta mudança, sou eu que faço a mudança. Mas não é nem será fácil.

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  14. Penso que não devemos desistir ao encontramos problemas com relação às TICs. Temos que persistir em nossos ideais, afinal é isso que nossa profissão nos exige.
    O Brasil já melhorou muito com relação à tecnologia nas escolas. Porém ainda percebemos que há muita diferença entre escolas estaduais e municipais. Concordo com o comentário do Zé ao mencionar que os governos federal, estadual e municipal devem trilhar seus caminhos juntos, e não cada um por si.

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  15. Acredito que o professor tem papel crucial nesta mudança, lentamente a tecnologia de informação tem chegado até as escolas, mas muitos dos professores não sabem de como utilizá-las para melhorar o ensino. Alunos sedentos por mudanças cobram constantemente por diferença, mas poucos conseguem suprir estas expectativas, nossa esperança é da conscientização do governo para que invista não somente na tecnologia, mas no preparo de seus professores.

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  16. TODOS NÓS JÁ SABEMOS QUE AS TIC'S SÃO MUITO IMPORTANTES PARA OTIMIZAR E DINAMIZAR O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM, PRINCIPALMENTE NOS DIAS ATUAIS, ONDE AS INFORMAÇÕES PERCORREM A SEGUNDOS, ONDE OS NOSSOS ALUNOS ESTÃO CADA VEZ MAIS SEDENTOS POR COISAS NOVAS E DIFERENTES. OS TIC'S FACILITAM O APRENDIZADO. TEMOS MUITOS PROBLEMAS AINDA A SEREM RESOLVIDOS, MUITAS COISAS AINDA PRECISAM MUDAR E MELHORAR, MAS TENHO CERTEZA QUE COM MUITA FORÇA DE VONTADE E FÉ, PODEMOS FAZER A DIFERENÇA NA VIDA DE NOSSOS ALUNOS.

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